Barcarola recolhida em Coimbra em 1892 pelo Rev.mo Snr. Padre Cunha.
Durante muito anos, esta canção (também conhecida como a «Canção do barqueiro») fez parte do repertório da orquestra da Associação do Antigos Tunos de Coimbra.
Despedida de Coimbra
Já não ouço de Coimbra
Os alegres, doces Cantos:
É silêncio tudo agora,
É silêncio tudo agora,
Deixo riso, vejo prantos.
Deixa, deixa, oh barqueiro,
Ir o barco lentamente,
Deixa, pára, que a saudade,
Ir mais longe nao consente.
Já se avista ao longe a lua
Que de brilho nos cercou.
Vem com ella mais lembrança
D'esse tempo que passou,
Vem com ella mais lembrança
D'esse tempo que passou,
Deixa, deixa, oh barqueiro, etc.
Já não vejo altas colinas,
Que defronte alli gosei:
Nem dos prados as boninas
Nem dos prados as boninas
Que ditoso contemplei!
Deixa, deixa, oh barqueiro, etc.
Já não vejo os meus amores
Lá n'essas serras d'além;
Só me restam as saudades
Lá n'essas serras d'além;
Só me restam as saudades
Do tempo que já não vem.
Deixa, deixa, oh barqueiro, etc.
Já não vejo a tricana
Pelos montes a correr:
Já não ouço os seus cantares
Tenho mágoa por prazer.
Pelos montes a correr:
Já não ouço os seus cantares
Tenho mágoa por prazer.
Deixa, deixa, oh barqueiro, etc.
A. Caetano, 27 de Abril de 2026
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