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Mondego - A. Donato (1894)

Mondego

música de A. Donato (?) [António Augusto Marques Donato], letra de Ernesto Donato [José Ernesto Marques Donato]. (dois irmãos, António foi guarda-mor da UC, Ernesto foi amanuense e conservador da BGUC, ambos participaram em actividades musicais e teatrais em Coimbra, como as fogueiras de S. João, os festejos da Rainha Santa, récitas e operetas populares).

Integrada na colecção «Canções Populares Conimbricenses», Coimbra, estabelecimento de António José Alves, 1894, para piano, solista e coro. Ver no blog Guitarra de Coimbra Mondego (1894).




Letra da composição Mondego, com a nota "O canto repete com o 3º verso e o coro idem":

Oh mondego, Oh Mondego
Na tua agua indolente
Vão beijos, vae o segredo
Da minha alma doente.
Assim vae o coração
Pela estrada do futuro,
Em busca da illusão,
Em busca d'um amor puro.

Coro:
Almas douradas,
Ternos amantes,
Sonhos constantes
De namoradas;
Sonhos desfeitos,
Quando os amores
Por sobre os leitos
Desfolham flores.

Ai! como é bello e fagueiro
Nutrir no peito amor!
Decerto só o primeiro
É bello como a flor.
É bello viver sonhando
É bello o ter esperança!
Em sonhos anda boiando
A alma d'uma criança.

Coro: Almas douradas, etc.

Vem sorrindo o roseo sol
Nos labios da madrugada;
Já calou o rouxinol
Sua queixa apaixonada.
Soltemos bellas cantigas,
Cantigas à desgarrada;
Que a magua das raparigas
Só a cantar é passada.

Coro: Almas douradas, etc


Constam nesta colecção, publicada em 1894, 7 composições:

O RAIAR DA AURORA (Tens labios belos cor de carmim), música e letra de J. F. Alzamora.
DEVANEIOS (Mocidade, folgae, que os anjos), música e letra de J. F. Alzamora.
ESTRELLA DO ROMAL (Vamos à folia, o tempo voa), música e letra de J. F. Alzamora.
QUE SAUDADE!! (És bela, formosa sem fim), música e letra de J. F. Alzamora.
O SÃO JOÃO NOVO (O S. João tem fogueiras), letra de F. Macedo.
MARIANNINHA (Como é belo gozar), de J. Macedo.
MONDEGO (Oh Mondego, oh Mondego), música de A. Donato, letra de Ernesto Donato. 
Esta canção, com coro (Almas douradas, /Ternos amantes), foi gravada nos alvores do século XX pelo barítono ativo em Lisboa Jorge Bastos, com o título modificado para Almas Douradas e outra letra.
Ver ainda artigo publicado in O Tribuno Popular, n.º 4086, de 25.05.1895.

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