Skip to main content

Balada de Coimbra - José das Neves Elyseu


Balada de Coimbra

música de José das Neves Elyseu e letra de Henrique Martins de Carvalho.

Fonte: A canção de Portugal : o fado : publicação semanal literária e ilustrada, N.º 14, 2 Julho 1916





BALADA DE COIMBRA
Balada de Coimbra – José Elyseu
Música: José das Neves Elyseu (entre 1898 e 1902)
Letra: Henrique Martins de Carvalho
Nota: o arranjo de Artur Paredes para guitarra portuguesa data de ca. 1923

Já branca a lua alveja a terra
Já negra a serra tem alva cor
Pelo Mondego ouvem-se apenas
Trovas serenas feitas de amor

(Côro:)
Porém que importa saudade infinda
A noite é linda , lindo o luar
Cantai rapazes às raparigas
Ternas cantigas a suspirar

---

Tristes, bem tristes nossas canções
São ilusões da mocidade
São os queixumes de um peito triste
Peito onde existe uma saudade

(Côro:)
Os nossos cantos puros singelos
São os anelos duma ilusão
Pelos espaços vão ecoando
Ao sopro brando da viração


Comparação entre a melodia publicada nesta fonte e, por exemplo, a melodia gravada pelo grupo Praxis Nova.



Arranjo de Artur Paredes para guitarra portuguesa

(ainda não está pronta :) )


            


A. Caetano, 22 de de Janeiro de 2020

Comments

Popular posts from this blog

O último fado - Augusto Hylario

O último fado  de Augusto Hylario Fonte: Cancioneiro de Músicas Populares, César das Neves Vol. II, 1895, pag 102 e 103, N.º 115 O ultimo fado by adamoc O Fado Hilário moderno resulta da junção do « Fado serenata do Hylario » («Foge lua envergonhada» passa a «A minha capa velhinha») e de «O ultimo fado» . Considerando que, este último, tem duas partes (uma maior e outra menor) o resultante tem 3 partes. A melodia dos dois primeiros versos da primeira parte de «O último fado» foi alterada/ajustada e existem alterações várias em intervalos na melodia mas, grosso modo, a assinatura melódica permite-nos sem esforço apontar a origem. Poderá ser feita uma análise mais minuciosa. A. Caetano, Coimbra, 7 de Fevereiro de 2020 Fado Hilário moderno A minha capa velhinha    <<< melodia do  « Fado serenata do Hylario » É da cor da noite escura, Nela quero amortalhar-me, Quando for p'ra sepultura. A minha capa ondulante <<< m...

BALADA DA DESPEDIDA (1907)

BALADA DA DESPEDIDA 1907 Letra: Francisco Xavier Cândido Guerreiro (1871 - 1953) Música: professor e maestro António Maria Rebelo Neves (1874 - 1957) Escrita para a récita de Despedida do Curso do 5.º ano jurídico (1902 - 1907) da UC, mas não foi recitada em 1907 devido à greve académica de 1907. Esta balada foi recitada em 10 de Junho de 1939 no Liceu João de Deus em Faro (com adaptação dos versos: Coimbra > Algarve) Balada (1907) - Antonio Maria Rebello Neves by adamoc BALADA DA DESPEDIDA [versos originais de Cândido Guerreiro] (solo) Boémia ardente na despedida! noite de rosas, noite de palmas, mas anoitece na nossa vida, mas anoitece nas nossas almas… Luar de Coimbra, lírios de neve, que o céu entorna pelas noitadas, chuva de prata, tomba de leve. tomba de manso nas guitarradas. Refrão (Côro) Adeus, Coimbra! Vamos embora… Noite de festa, noite de mágua… Se em nossas bocas canta uma aurora, por que é que os olhos se arrasam de água?… (solo) Choupos sagrados, que em prantos d...

Festa Portuguesa, suite para Guitarra e Piano de Duarte Costa

Festa Portuguesa, suite para Guitarra e Piano de Duarte Costa Fonte: arquivo da TAUC Festa Portuguesa – Duarte Costa 1.ª Suite para Guitarra e Piano (24 páginas) I – Chegada (allegro) (6 pag) II – Procissão (adagio) (4 pag) III – Arraial (vivo) (6 pag) IV – Serenata (andantino) (2 pag) V – Despedida (allegro) (6 pag) Festa Portuguesa - Chegada - Duarte Costa by adamoc Festa Portuguesa - Procissao - Duarte Costa by adamoc Versão para guitarra solo: Procissao - Duarte Costa (guitarra Solo) by adamoc